NOVA NO PEDAÇO
Escrito por Nova no Pedaço
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Olá, leitores da Casa dos Contos.
Desde 2005 venho acompanhando os contos neste site e no site da ana20sp, sempre escondida do meu marido e sempre desejando que um dia eu também tivesse alguma coisa para contar.
Pois agora eu tenho
Tenho 31 anos, estou casada faz onze, tenho dois filhos, tenho um marido que pode ser chamado de bom marido, e tenho também uma história muito recente.
Apesar da idade e dos partos, conservo ainda muitos dos meus encantos, tanto assim que, vez ou outra, ouço alguns daqueles “elogios” pela rua. E não é só isso; trabalho num banco na Avenida Paulista, e já tive de dizer não para dois dos meus colegas, mesmo com toda a minha vontade de dizer sim.
Sou morena, bonita e caseira; de casa para o serviço, do serviço para casa, e, de vez em quando, alguns passeios com as crianças e com o marido, enquanto que minha mãe, que mora vizinha, cuida dos pequenos e nos permite alguma folga.
Mas sabem como é casamento...
Eu me alimentava com as leituras dos contos eróticos e me contentava com o sexo costumeiro com o meu marido. Não o culpo; dever sentir o mesmo que eu, e se ainda não arrumou alguém, espero que arrume. Ele merece, assim como eu também mereço.
Mas vamos aos fatos.
Era sexta-feira e saí do banco um pouco antes das sete da noite. Peguei o Metrô na Estação Trianon Masp e logo sentei. Não que o trem estivesse vazio, mas, sim, que um cavalheiro me ofereceu lugar. Difícil acreditar que ainda existam cavalheiros, mas aquele era um. Em troca, segurei suas coisas... que eram uma pasta e alguns livros, é bom que eu explique.
Desci em Ana Rosa para fazer a baldeação e ele desceu também. Sorrimos, agradeci a gentileza, trocamos algumas palavras e ele me convidou para um chope.
Acreditem! Foi isso mesmo. De repente, enquanto caminhávamos de uma plataforma para a outra, ele me disse.
- Sabe. Talvez você até me leve a mal e me ache atrevido, mas estou com pouca vontade de ir direto para casa. Estou mais a fim de uma cerveja, um chope... Por acaso, você aceitaria me fazer companhia?
Pedindo desse jeito, quem é que não aceita?
Tem a Livraria Paulinas (que já estava fechada) ali perto da estação, e tem um barzinho numa galeria que fica mais ou menos ao lado da livraria. Foi para o barzinho que ele, o Juarez (nome que estou inventando) me levou. Foi ali que tomamos um chope, dois chopes, três chopes, e conversamos, conversamos, conversamos.
Na verdade, acho que nem conversamos muito, pois os chopes logo me subiram na cabeça e o mundo começou a girar. Fiquei tão aérea, livre, solta, feliz, e tudo o mais, que se ele me convidasse para ir para a cama eu teria aceitado.
- Tem um hotelzinho aqui do outro lado da rua. Se você não se importar...
Hotel Moraes ou Morais, não sei; estava tudo rodando.
Saí com o Juarez daquele barzinho, de mãos dadas; um tanto porque já estávamos embalados, outro tanto, porque se não me segurasse em algo eu iria cair. Entrei com ele no hotel... aérea, livre, solta, feliz...
Entrei com ele no quarto.
- Te quero. – ele disse..
- Sou toda sua. – falei.
- Vamos pedir uma bebida?
- Mais ainda?
E tomamos vermute com palito e cereja, enquanto nossas roupas iam caindo pelo chão e nossos corpos iam se encontrando. Primeiro nossas mãos, depois nossas bocas, nossos seios, nossas nádegas, nossos pênis, nossas vulvas, nossas vaginas...
Eu estava realmente aérea.
- Vou te chupar inteirinha.
- Chupa! Chupa gostoso.
Mas foi eu quem chupou primeiro; ajoelhada no chão daquele quarto, enchendo a mão com aquele membro rígido, deixando-o mais rígido ainda com os movimentos da minha língua, dos meus lábios, do céu da minha boca. Sempre gostei de chupar o meu marido, e chupei o Juarez com a mesma vontade.
Depois foi a minha vez, sentada na cama, deitada na cama, com as pernas abertas, ele ajoelhado entre elas, beijando minhas coxas, se aproximando da minha vulva, lambendo em volta, chegando perto, tocando o meu grelo, adentrando minha gruta...
Nunca vi uma égua no cio, mas sei que eu estava muito mais que uma égua no cio: gritando, gemendo com todas as minhas força, mexendo e vibrando o meu corpo, pedindo para ser penetrada, possuída, comida.
- Vou comer essa boceta.
- Não fale assim!
- Vou comer.
- Come! Come! Come!
Sei que ele colocou uma camisinha, mas eu estava tão louca que se não tivesse colocado eu pouco teria me importado.
- Me come! Me come! Me come!
- Comer o quê?
- Come eu. Me come todinha.
- Comer o quê?
- Come minha xana, minha xoxota... minha boceta.
- Repete.
- Come minha boceta.
(...)
Vermute com cereja e palito, transa com ele em cima, mais vermute, banho, transa com ele embaixo, banho...
Promessas de uma próxima vez.
(...)
Saímos do HO já passava das onze da noite. Eu apavorada, pensando no meu marido, na desculpa que eu ia inventar. Ele apavorado, pensando na esposa, na desculpa que ia inventar.
Cheguei em casa era quase meia noite, expliquei que havia dado um problema no caixa, que os valores não estavam batendo.
- Você me deixou preocupada. Teu celular ta desligado – disse o meu marido.
- É mesmo. Nem reparei.
– Ainda bem que não aconteceu nada demais. As crianças já dormiram. Vou dormir também.
E só.
Nenhuma pergunta mais.
Nem para duvidar se eu estava falando a verdade ou não.
Será que ele acredita tanto assim em mim, ou já nem está ligando?
(...)
Por outro lado, já que abri o caminho (e outras coisas também), o que eu menos quero agora é que ele duvide das desculpas que vou inventar toda vez que chegar em casa fora de hora.
Sou a mais nova puladeira de cerca do pedaço. Podem acreditar.
Escrito por Nova no Pedaço
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