Menu

DIA-DIA

2leep.com

Latina loka.

Radio Vibe HitZ O melhor da musica num só lugar

Sexo §

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Bairro do centro paulistano que é destino gay desde a década de 30, Largo do Arouche ensaia revitalização com mudança de entidades públicas e privadas

Largo do Arouche, no centro paulistano, ganha projeto de repaginação, novas empresas e ainda mais animação
O ano de 2011 pode entrar na história da comunidade LGBT de São Paulo como o começo de um ensaio para que o Largo do Arouche, epicentro da vida gay paulistana, se transforme em um lugar melhor, com menos assaltos e roubos, com melhor iluminação e muito mais glamour. Iniciativa privada, sociedade civil organizada e governos estadual e municipal voltam seus olhos para o local onde a diversidade sexual é mais aparente na maior cidade do Brasil com o objetivo de transformar a área em um lugar realmente colorido, sem cinza, sem escuridão.

A abertura de um centro de memória LGBT até o fim do ano a cargo de prefeitura e Estado, a mudança da sede da Associação Brasileira de Turismo GLS (Abrat-GLS) e do Grupo MixBrasil para a região sinalizam uma nova onda de valorização do Arouche, que já conta com outras instituições gays como a Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT) e o maior leque de opções de lazer e entretenimento para a diversidade sexual.

“O Arouche é um ponto de convivência de gays desde 1930,” lembra Cássio Rodrigo, titular da Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias da Secretaria de Estado da Cultura. Em conjunto com a Prefeitura de São Paulo, o governo estadual pretende inaugurar até o fim do ano um museu gay, centro de referência de cultura da diversidade sexual que será o terceiro do tipo no mundo todo (Berlim e San Francisco já têm os seus).
Mas o projeto de implantação não prevê apenas a instalação do espaço de memória, ele envolve ainda um trabalho conjunto com secretarias municipais como a de Urbanismo e a de Segurança Pública que promete revitalizar o Largo do Arouche. “Revitalização social inclusive”, destaca Franco Reinaudo, titular da Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual (Cads) da capital paulista.

Ele lembra que a Secretaria Municipal de Assistência Social também está envolvida no projeto no sentido de recuperar o lado humano do Arouche. “Queremos que os moradores do Arouche se integrem com a nossa comunidade, não adianta só abrir um espaço desses se não promover uma mudança de realidade também”, reforça. A ideia é melhorar pontos considerados críticos como a iluminação, a segurança, o paisagismo e a limpeza da região, que atualmente se contenta com jatos de água saídos de um caminhão pipa da prefeitura.
Segundo Franco e Cássio, a parte burocrática da instalação do centro de memória, que é um dos caminhos mais demorados a ser percorrido, já está quase toda finalizada, sendo que o problema que eles estão enfrentando agora é encontrar um espaço físico apropriado para sediar a iniciativa. “A gente não encontra um imóvel que tenha os requisitos básicos como acessibilidade”, revela o titular da Cads. A busca por um lugar ao sol do Arouche continua. “Coloquei como meta inaugurar até o fim do ano, vamos trabalhar ao máximo para isso”, avisa Cássio.

Ainda está em definição o nome do espaço. Mas o que se sabe ao certo é que, segundo Franco, “ele não vai ter o nome de nenhum ou nenhuma ativista do movimento LGBT”  - como chegou a ser cogitado o nome da transexual Claudia Wonder, morta em 2010, para batizar o local.

Turismo
A Abrat-GLS também decidiu apostar na região do Arouche e mudou em junho deste ano sua sede da Rua Frei Caneca, onde ficava lotada na Associação GLS Casarão Brasil, para um prédio bem em frente à praça mais gay de São Paulo. A mudança veio com o convite da Confederação Nacional do Turismo (CNTur) para que a associação de turismo gay fique responsável pela recém-criada Diretoria de Turismo GLS.

“Eu frequento o Arouche há muito tempo, aqui sempre teve essa efervescência gay, é uma coisa histórica. Para nós faz todo o sentido estarmos aqui”, avalia Almir Nascimento, presidente da Abrat-GLS.

Limpeza
A comerciante Adriana Simone da Silva, da Acessórios Arco-Íris, está na região do Arouche desde 1995 e vê a mudança da Abrat-GLS e do Grupo MixBrasil e a abertura do centro de memória LGBT como “a abertura de uma porta de esperança”. Com sua loja de roupas descoladas e acessórios funcionando de segunda a segunda, ela acredita que com os olhos das iniciativas privada e pública voltados para o Largo do Arouche a situação de insegurança que ela vive atualmente pode finalmente acabar.

Segundo ela, é preciso que se faça antes de tudo um trabalho social com eles para que a população de toda a cidade possa ver o Arouche como um lugar legal para passear, passar o tempo. “Eu preciso do cliente, eu vivo de vendas. Meu cliente não pode ficar com medo de vir aqui”, afirma, elencando ainda iluminação, higiene e segurança como outros pontos a serem melhorados. “Tem duas bases da PM aqui que ficam vazias o dia todo, por quê? Eu sozinha não consigo fazer nada, e só a gente pode melhorar o Arouche.”


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...